sentada, parada... encosto a cabeça contra o chão... o quarto que me envolve substitui o solo macio, frio, real da lua que deixei... Parti e deixei-a suspensa naquele alto a que recorro em tempo de preces, de desesperos, de encantos...
continuo parada, imóvel...
a gravidade da terra puxa-me inquietante e incessantemente para o chão... este que acaricio com o meu corpo, sinto a inércia. invade o meu espiríto, os pensamentos vacilam...
ali fico, deitada! olhos postos no tecto branco que imagino estrelado e que me retorna o olhar... sinto que a qualquer momento vai desabar em mim... como um despertador para a vida... diria, baixinho, durante a sua queda, mesmo antes de me esmagar com a intensidade da minha dor: acorda marisa...

dar-te o amor
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